DE REPENTE, 15!
A filha não queria festa. Um ano de tentativas de convencimento, argumentos, estresse. Não queria e não queria e pronto. A data se aproximando, uma concessão: aceitava, contanto que fosse em casa. Fingi que concordava, pra ganhar tempo. Pensava na dificuldade de criar a estrutura para uma festa, apesar de já ter um bom espaço. E a iluminação, a ambientação? Gastaria muito mais do que se fizesse num buffet, que já tem toda a estrutura pra isso.
Enfim, a um mês exato da data do aniversário, aceitou que fosse feita a festa, num buffet. A corrida contra o tempo começou. Convites, decorador, o bolo, detalhes e mais detalhes pra escolher, organizar, conciliar. Pra começar, a cor. Pink? Lilás? Isso complicaria a decoração e a cor do vestido, que deveriam combinar. Lembrei então da célebre máxima do "menos é mais". Seria tudo branco, com rosas vermelhas. Assim não corria o risco de errar, de ficar over. Seria sóbrio e bonito. E foi. Ela ficou linda no vestido da valsa, vermelho profundo, quase vinho, com o brilho do tafetá de seda. Uma princesa. Na cabeça de todos, sem ser dito nem comentado, o pensamento de como o pai estaria orgulhoso de sua menina marcando essa etapa ainda tão importante de não mais menina e quase-mulher. Valeu.
Escrito por Kli às 12h38
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