TEMPUS FUGIT


"A VIDA NÃO PARA NÃO"

Nos primeiros meses, acordava pela manhã e ficava surpresa por continuar viva e lúcida. Isso era inesperado. Nunca pensei que sobrevivesse à perda dele, senão por alguns dias ou talvez uns poucos meses. Mas continuo aqui, depois de dois anos, três meses e dez dias. Nesse tempo, nossa caçula teve sua festa de 15 anos, nossa mais velha engravidou e casou (nessa ordem). Em julho chega nosso primeiro neto, Eduardo. Nos intervalos desses acontecimentos importantes, reforma na casa, mudanças, adaptações, necessidades dos filhos a serem satisfeitas, (muitas) contas a serem pagas, inventário, burocracia, mente ocupada, tentando fugir da Dor. Que continua intacta, como no primeiro minuto. Convivo com ela diariamente, mas escondo bem. As pessoas cansam de ouvir. "Você está bem, não é?" - perguntam mas a única resposta que querem ouvir é sim. E é o que lhes dou: sim. E todos ficam tranquilos "ela está superando". 

Melhor assim.



Escrito por Kli às 15h03
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